Design · Infectologia

Design de peças para infectologistas

A infectologia não tem uma imagem de resultado no sentido em que a dermatologia ou a cirurgia têm: não existe evolução satisfatória, insatisfatória e complicação de uma vacina aplicada ou de uma profilaxia concluída, e forçar esse formato numa peça de campanha — "antes exposto, depois protegido" — sugere cura ou imunidade garantida onde a norma exige o oposto. A Forja desenha a peça de infectologia em torno de calendário, prazo e orientação, não de transformação visível, e trata com o mesmo cuidado o material de prevenção a HIV e IST: nenhuma peça associa um rosto identificável a um diagnóstico, mesmo com autorização, porque o rótulo persiste na peça depois que o consentimento deixou de fazer sentido.

Como o paciente de infectologia chega até a agenda

  1. Quem procura

    Quem chega pela peça de infectologia não está comparando resultado estético entre profissionais — está decidindo se aquele consultório entende a urgência da exposição ou a complexidade do calendário de viagem, dois públicos com leitura de imagem completamente diferente.

  2. Quando procura

    A peça de profilaxia precisa comunicar em segundos, muitas vezes lida de madrugada ou no fim de semana; a peça de calendário de vacina de viagem é revisitada com calma, semanas antes do embarque, como referência de checklist.

  3. Como decide

    Pela clareza de prazo e disponibilidade na peça de urgência, e pela precisão do calendário na peça de viagem — nenhuma das duas decisões passa por comparar fotos de "antes e depois", que esta especialidade simplesmente não produz.

  4. De quanto em quanto tempo volta

    Revisita o material de viagem a cada novo destino, e passa a acompanhar o conteúdo de prevenção continuamente quando o vínculo se torna acompanhamento de longo prazo, como em PrEP.

A especialidade não tem antes e depois de procedimento, e a peça de prevenção não pode expor quem aparece nela

A Resolução CFM 2.336/2023 permite mostrar resultado de técnica ou procedimento com finalidade educativa desde que a imagem traga um conjunto de evoluções satisfatórias, insatisfatórias e complicações — um formato pensado para intervenção com resultado visível, que não existe em vacinação ou profilaxia. A Forja não força essa peça: o material de infectologia é desenhado em torno de calendário, prazo de antecedência e orientação, sem simular "antes e depois" de uma doença infecciosa. E como parte do público de prevenção busca orientação sobre HIV e IST, a peça nunca aproxima rosto identificável de diagnóstico específico, e o crédito de especialista na arte segue a mesma regra do resto da medicina — só aparece com RQE.

CFM Em vigor desde 11/03/2024

Resolução CFM 2.336/2023

art. 14, II

É permitido demonstrar resultado de técnica ou procedimento com finalidade educativa, desde que a imagem venha acompanhada de texto com indicações terapêuticas, fatores que influenciam o resultado e complicações descritas na literatura, e que o antes e depois apresente um conjunto de imagens com evoluções satisfatórias, insatisfatórias e complicações.

Texto oficial da norma

CFM Em vigor desde 11/03/2024

Resolução CFM n. 2.336/2023

art. 13, § 1º, "d" e § 2º

Curso de pós-graduação lato sensu cadastrado no CRM é anunciado como MÉDICO(A) com pós-graduação em (área), seguido de NÃO ESPECIALISTA, em caixa alta; e é considerado especialista e detentor de título em área de atuação todo aquele que apresentar RQE.

Texto oficial da norma

O que está no escopo

Faz parte

  • Peças de calendário de vacina e prazo de antecedência para viagem, por destino ou região
  • Peças de campanha de prevenção com linguagem informativa, sem associar rosto a diagnóstico
  • Identificação de RQE na peça sempre que a especialidade for anunciada como especialidade

Não faz parte

  • Peça de "antes e depois" simulando cura ou eliminação de doença infecciosa
  • Uso de imagem identificável associada a HIV, IST ou qualquer diagnóstico específico
  • Criação de identidade visual nova, que é projeto separado sob orçamento

Quando não faz sentido contratar

  • Se a expectativa é uma peça de resultado visual como as de uma especialidade cirúrgica, a infectologia não tem esse material para produzir.
  • Se o consultório quer usar depoimento de paciente com rosto e diagnóstico na peça de prevenção, esse formato expõe a pessoa mesmo com autorização.
Perguntas frequentes

Dúvidas sobre design para infectologistas.

Quem cria os textos e as artes?

A Forja cria as legendas, as peças visuais e os formatos previstos no plano. Informações comerciais, preços, datas e condições precisam ser confirmados pela empresa.

A Forja utiliza imagens de banco?

Imagens licenciadas ou recursos visuais podem ser utilizados quando forem adequados ao conteúdo e permitidos pelo escopo. Materiais que precisem representar pessoas, produtos ou instalações reais dependem do envio ou da produção específica.

Como meus dados são utilizados?

As informações enviadas são utilizadas para responder ao contato, compreender a necessidade e conduzir o atendimento, conforme a Política de Privacidade.

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