Marketing para o seu negócio

Como escolher palavras-chave

A palavra certa não é a mais buscada — é a que revela que a pessoa está perto de comprar. "Advogado trabalhista" e "direitos do trabalhador" têm o mesmo tema e clientes completamente diferentes: uma procura quem contratar, a outra procura ler.

É aqui que a maior parte da verba do Google se perde, e o relatório de termos de busca é onde o vazamento aparece.

Os três tipos de palavra, e o que cada um revela

  • Palavra de compra: nomeia o serviço e costuma vir com a cidade ou com "perto de mim". Menos volume, mais intenção, clique mais caro — e é por onde se começa.
  • Palavra de comparação: "melhor", "qual escolher", "vale a pena". A pessoa ainda está decidindo, e o anúncio compete com conteúdo.
  • Palavra de informação: "o que é", "como funciona", "direitos". Volume alto, intenção baixa — e o lugar mais comum de queimar verba sem perceber.
  • Palavra de marca: o nome da sua empresa ou o de um concorrente. Barata, converte bem, e a do concorrente tem regras próprias que vale conferir antes.
  • Palavra de emprego: "vaga", "salário", "curso". Quase nunca é cliente, e quase sempre está clicando no seu anúncio.

O método, na ordem

  1. 1

    Escreva como o cliente fala

    Não como o setor fala. Quem procura conserto raramente digita o nome técnico da peça, e quem digita costuma ser do ramo.

  2. 2

    Comece pelas específicas

    Mesmo com pouco volume. Elas custam mais por clique e menos por contato — e é o segundo número que paga a conta.

  3. 3

    Escolha a correspondência com cuidado

    A correspondência ampla entrega alcance e surpresa; a de frase e a exata entregam controle. Comece controlando e abra depois, nunca o contrário.

  4. 4

    Liste o que você NÃO é

    Grátis, curso, vaga, apostila, o nome de uma cidade que você não atende. Termos negativos economizam mais que qualquer ajuste de lance.

  5. 5

    Leia o relatório de termos de busca toda semana

    É a única lista que mostra o que a pessoa realmente digitou. Nas primeiras semanas, é dali que sai metade dos termos negativos.

Onde a verba vaza

  • Correspondência ampla sem lista de negativos: o alcance parece ótimo e o custo por contato dispara.
  • Palavra genérica do setor que traz estudante, concorrente e curioso.
  • Cidade não atendida ativa na campanha — comum quando a segmentação foi feita por estado.
  • A mesma palavra em dois grupos de anúncio, competindo consigo mesma.
  • Nenhum negativo de "grátis" numa oferta que é paga.

Como saber se acertou

O sinal não é o número de cliques nem a posição do anúncio. É a proporção entre termos de busca que fazem sentido e termos que não fazem, no relatório da semana.

Quando essa proporção estabiliza acima de mais ou menos dois terços, a conta parou de vazar e o trabalho passa a ser de lance e de página de destino — que é outro assunto e outro tipo de ajuste.

Quando não faz sentido

  • Se ninguém procura no Google pelo que você vende, não há palavra a escolher — e o esforço deveria estar na rede social.
  • Se a verba diária não paga alguns cliques nas palavras específicas do seu setor, o dado vai demorar demais para existir.
  • Se a página de destino não responde à palavra anunciada, acertar a palavra só aumenta o custo do desencontro.

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Quer uma segunda leitura da sua lista?

O relatório de termos de busca costuma mostrar o problema em quinze minutos. Nenhuma etapa antes da formalização representa compromisso de contratação.