Design · Geriatria

Design de peças para geriatras

O material que mais pediria prova visual nesta especialidade seria um "antes e depois" de autonomia recuperada — mas a Resolução CFM 2.336/2023 só permite demonstrar resultado de técnica ou procedimento com fins educativos quando a peça reúne evolução satisfatória, insatisfatória e complicação, um padrão que a fragilidade progressiva do paciente geriátrico raramente sustenta sem beirar a promessa de resultado, também vedada. A Forja constrói a peça de identidade em torno do que a família de fato avalia antes de decidir por um consultório: estrutura de acessibilidade (rampa, espaço para cadeira de rodas, sala de espera confortável) e organização da rotina de cuidado — não a recuperação do paciente.

Como o paciente de geriatria chega até a agenda

  1. Quem procura

    O mesmo filho ou filha cuidadora identificado nos outros canais, olhando a peça publicada como sinal de que o consultório está preparado para a fragilidade do pai ou da mãe — nunca o próprio paciente, que raramente participa dessa avaliação.

  2. Quando procura

    No mesmo momento de decidir entre finalistas depois de um episódio em casa, e de novo quando a família reavalia o consultório à medida que o quadro do idoso muda.

  3. Como decide

    Pela clareza com que a peça mostra estrutura de acessibilidade e organização do cuidado — rampa, espaço para acompanhante, sinalização — mais do que por qualquer imagem de resultado clínico, que esta especialidade raramente tem como mostrar de forma honesta.

  4. De quanto em quanto tempo volta

    Revisita o material de identidade a cada mudança relevante no quadro do idoso, no mesmo ritmo de reavaliação já identificado nos outros canais desta especialidade.

A fragilidade do paciente idoso não sustenta um antes e depois, e a peça se apoia em acessibilidade, não em recuperação

O art. 14, II da Resolução CFM 2.336/2023 permite demonstrar resultado de técnica ou procedimento com finalidade educativa, mas exige que o conjunto de imagens reúna evoluções satisfatórias, insatisfatórias e complicações descritas na literatura — um padrão pensado para procedimento pontual, que não corresponde ao acompanhamento contínuo e à fragilidade progressiva do paciente geriátrico. Mostrar só a evolução favorável, ou atribuir a um método a melhora de mobilidade ou de autonomia, esbarra ainda na vedação de atribuir capacidade privilegiada a aparelhagem e de induzir garantia de resultados. A Forja desenha a peça em torno do que o CFM não restringe: estrutura física do consultório e organização da rotina de cuidado, com CRM e RQE de geriatria sempre visíveis.

CFM Em vigor desde 11/03/2024

Resolução CFM 2.336/2023

art. 14, II

É permitido demonstrar resultado de técnica ou procedimento com finalidade educativa, desde que a imagem venha acompanhada de texto com indicações terapêuticas, fatores que influenciam o resultado e complicações descritas na literatura, e que o antes e depois apresente um conjunto de imagens com evoluções satisfatórias, insatisfatórias e complicações.

Texto oficial da norma

CFM Em vigor desde 11/03/2024

Resolução CFM 2.336/2023

art. 11, II e IV

Vedado atribuir capacidade privilegiada a aparelhagens e participar de propaganda de medicamento, insumo médico ou equipamento induzindo à garantia de resultados.

Texto oficial da norma

O que está no escopo

Faz parte

  • Peças de identidade e campanha construídas em torno de estrutura de acessibilidade e organização da rotina de cuidado, com CRM e RQE de geriatria visíveis
  • Uso de fotografia real do paciente idoso apenas com avaliação específica de quem pode consentir em seu nome, quando fornecida pelo consultório
  • Peças para redes sociais, campanha e materiais do consultório dentro do volume previsto no plano

Não faz parte

  • Peça de antes e depois que atribua a um método ou serviço a recuperação de autonomia ou mobilidade do paciente
  • Peça que prometa, direta ou implicitamente, que o acompanhamento evita queda, internação ou piora
  • Criação de identidade visual nova, que é projeto separado sob orçamento

Quando não faz sentido contratar

  • Se o consultório espera uma peça apoiada em fotos de recuperação do paciente, a exigência de mostrar também evolução insatisfatória e complicação raramente sustenta esse formato em geriatria.
  • Se não há fotos de ambiente que mostrem a estrutura de acessibilidade, falta o material que mais pesa na decisão desta família.
Perguntas frequentes

Dúvidas sobre design para geriatras.

Quem cria os textos e as artes?

A Forja cria as legendas, as peças visuais e os formatos previstos no plano. Informações comerciais, preços, datas e condições precisam ser confirmados pela empresa.

Como meus dados são utilizados?

As informações enviadas são utilizadas para responder ao contato, compreender a necessidade e conduzir o atendimento, conforme a Política de Privacidade.

Quantas alterações posso solicitar?

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