Design · Endoscopia

Design de peças para endoscopistas

A torre de endoscopia — o monitor, o processador de imagem, a marca do aparelho — é o recurso visual mais fácil de destacar numa peça, porque sugere tecnologia de ponta sem precisar explicar nada. É também o que a Resolução CFM veda: atribuir capacidade privilegiada a aparelhagem e usar equipamento como argumento de garantia de resultado. A Forja desenha a peça em torno do preparo, da sedação e da indicação médica, não da marca do aparelho — e se a clínica um dia quiser publicar imagem de antes e depois (um pólipo antes e depois da retirada, por exemplo), o conjunto precisa trazer evoluções satisfatórias, insatisfatórias e complicações lado a lado, com texto explicando indicação e limite, não só a imagem do caso que deu certo.

Como o paciente de endoscopia chega até a agenda

  1. Quem procura

    Quem já decidiu pela clínica e reage à identidade visual como sinal de organização e seriedade, num momento em que o medo do exame já foi trabalhado pelo conteúdo — a peça de marca não precisa mais convencer, precisa transmitir cuidado.

  2. Quando procura

    Sem calendário fixo, ligado à criação ou renovação da identidade visual da clínica, e não ao pico sazonal de setembro e julho que já organiza a pauta editorial.

  3. Como decide

    Pela sobriedade da peça — uma arte que estampa a marca do aparelho como diferencial soa mais a propaganda de equipamento do que a comunicação de clínica, e reduz a confiança de quem já pesquisou o suficiente para notar o exagero.

  4. De quanto em quanto tempo volta

    Consumo pontual, revisitado quando a clínica lança nova campanha ou atualiza a identidade visual, sem o ritmo mensal do calendário de conteúdo.

A peça não pode dar protagonismo ao aparelho, e o antes e depois exige o conjunto completo, não só o caso de sucesso

O art. 11, II e IV da Resolução CFM 2.336/2023 veda atribuir capacidade privilegiada a aparelhagens e participar de propaganda de equipamento induzindo à garantia de resultado — o que tira da peça o formato mais tentador do marketing de endoscopia, a torre ou o processador de imagem como argumento de autoridade. Quando a clínica tem imagem de resultado para mostrar (um pólipo antes e depois da retirada, por exemplo), o art. 14, II do mesmo texto permite o formato, mas só com um conjunto de evoluções satisfatórias, insatisfatórias e complicações descritas na literatura — nunca uma imagem isolada do melhor caso.

CFM Em vigor desde 11/03/2024

Resolução CFM 2.336/2023

art. 11, II e IV

Vedado atribuir capacidade privilegiada a aparelhagens e participar de propaganda de medicamento, insumo médico ou equipamento induzindo à garantia de resultados.

Texto oficial da norma

CFM Em vigor desde 11/03/2024

Resolução CFM 2.336/2023

art. 14, II

É permitido demonstrar resultado de técnica ou procedimento com finalidade educativa, desde que a imagem venha acompanhada de texto com indicações terapêuticas, fatores que influenciam o resultado e complicações descritas na literatura, e que o antes e depois apresente um conjunto de imagens com evoluções satisfatórias, insatisfatórias e complicações.

Texto oficial da norma

O que está no escopo

Faz parte

  • Peças de identidade e campanha desenhadas em torno do preparo, da sedação e da indicação médica, sem destaque de marca de equipamento
  • Conjunto de imagens de evolução (satisfatória, insatisfatória, complicação) com texto técnico, quando a clínica optar por publicar antes e depois
  • Nome, CRM e RQE do endoscopista desenhados na peça sempre que a especialidade for citada

Não faz parte

  • Peça que atribua o resultado ao aparelho ou à marca do equipamento, em vez de à indicação médica
  • Imagem isolada de um único caso de sucesso, sem o conjunto de evoluções exigido pela norma
  • Criação de identidade visual nova, que é projeto separado sob orçamento

Quando não faz sentido contratar

  • Se a clínica quer o aparelho de última geração como diferencial visual da peça, esse formato esbarra diretamente na vedação do CFM.
  • Se só existe uma imagem de caso de sucesso para mostrar, sem o restante do conjunto de evoluções, essa peça de antes e depois não pode ser publicada.
Perguntas frequentes

Dúvidas sobre design para endoscopistas.

Quem cria os textos e as artes?

A Forja cria as legendas, as peças visuais e os formatos previstos no plano. Informações comerciais, preços, datas e condições precisam ser confirmados pela empresa.

Quantas alterações posso solicitar?

O plano Presença e o plano Crescimento incluem uma rodada de ajustes por conteúdo. O plano Performance inclui duas rodadas.

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