Gestão de tráfego pago · Neuropsicologia

Gestão de tráfego pago para neuropsicólogos

Quase ninguém procura neuropsicologia por conta própria: chega encaminhado pelo neurologista, pelo psiquiatra ou pela escola, e quase sempre com um nome já dito — TDAH, dislexia, uma suspeita de perda de memória. Essa pessoa não está comprando sessões, está comprando uma resposta, e clica torcendo para que a resposta seja não. A Forja organiza os grupos de anúncio pela queixa cognitiva que veio no encaminhamento, e não pelo diagnóstico que ainda vai ser confirmado ou descartado.

Como o paciente de neuropsicologia chega até a agenda

  1. Quem procura

    Quem foi mandado por alguém: a mãe com o pedido do neuropediatra ou o bilhete da coordenação escolar, o adulto que se reconheceu numa descrição de TDAH e quer confirmar, e o filho que leva o pai depois de o geriatra pedir uma investigação de memória. Três públicos com a mesma origem — um terceiro apontou o problema primeiro.

  2. Quando procura

    Na janela curta que se abre logo depois da consulta ou da reunião que gerou o encaminhamento: duas ou três semanas em que o assunto ainda incomoda o bastante para virar busca. Passado esse tempo o pedido vai para a gaveta, e quem volta a procurar costuma voltar antes ao médico, para pedir outro nome. Em criança há uma segunda janela no começo do ano letivo, quando a escola cobra de novo.

  3. Como decide

    Pela impressão de que aquele profissional investiga aquela queixa — quem testa TDAH em adulto não é quem acompanha suspeita de demência, e o público percebe quando o texto foi escrito para outra faixa. Pesa também se o profissional é aceito pelo médico que encaminhou, e muita gente liga só para conferir isso. A pergunta que decide de verdade não aparece em formulário nenhum: o que acontece se der o diagnóstico.

  4. De quanto em quanto tempo volta

    A testagem é um bloco fechado de várias sessões e acaba. O que reabre é a reavaliação, em intervalo clínico — a criança em intervenção retestada um ou dois anos depois, o quadro degenerativo acompanhado para medir progressão. Não é vínculo semanal nem serviço de uma vez só: é um ciclo que volta quando alguma conduta precisa ser revista.

Os dois recursos que essa campanha mais quer usar são os dois que o CFP restringe

A palavra que traz o clique não nomeia um serviço, nomeia uma pessoa pela especialidade — e anunciar-se como especialista em neuropsicologia depende do título registrado na Carteira de Identidade Profissional, que o CFP admite em no máximo duas áreas por profissional. Quem ainda não tem o registro pode descrever a avaliação neuropsicológica que realiza, mas não pode vestir o rótulo que a busca digita. O segundo recurso é o que acalmaria quem chega com medo do diagnóstico: o relato de outra família que passou pelo mesmo. Esse é tratado como vedado na publicidade pela Nota Técnica CFP 1/2022 — com consentimento expresso e por escrito passa a ser permitido, e ainda assim desaconselhado, pela exposição da pessoa atendida. A Forja monta a campanha sem os dois e apoia a segurança onde ela é permitida: descrever como a investigação acontece, em quantas sessões, e o que sai dela no fim.

CFP Em vigor desde 02/01/2023

Resolução CFP nº 23/2022

art. 4º e art. 2º, § 1º da Resolução CFP 23/2022

Vigente, alterada pela Resolucao CFP 17/2025.

O psicólogo só pode anunciar-se como especialista numa das treze áreas reconhecidas pelo CFP se tiver o título registrado na Carteira de Identidade Profissional — no máximo duas ao mesmo tempo. O registro em si exige, cumulativamente, dois anos de prática profissional na área e prova de conhecimento teórico-metodológico (curso de especialização ou aprovação na prova de especialista do CFP); desde a Resolução CFP 17/2025, a Residência Multiprofissional também conta como essa segunda via, sem mudar a lista de treze áreas do art. 4º. Anunciar especialidade sem o registro correspondente diverge do que o art. 20, alínea c, do CEPP permite divulgar: apenas qualificações reconhecidas ou regulamentadas pela profissão.

Texto oficial da norma

CFP Em vigor desde 01/06/2022

Nota Técnica CFP 1/2022/SOE (Uso Profissional das Redes Sociais), apoiada no art. 9º do CEPP

seção "Publicidade Profissional: Uso de Depoimentos e de Fotos"; CEPP (Resolução CFP 010/2005) art. 9º

Na publicidade, o psicólogo não pode usar depoimentos de pessoas atendidas ou usuários nem compartilhar depoimentos e fotos dessas pessoas; havendo consentimento expresso e por escrito do paciente ou usuário, a utilização de fotos e depoimentos é permitida, mas não recomendada, pela possibilidade de exposição da pessoa atendida.

Texto oficial da norma

O que está no escopo

Faz parte

  • Grupos de anúncio organizados pela queixa cognitiva do encaminhamento — memória, atenção, linguagem, aprendizagem
  • Campanhas separadas por faixa investigada: criança em questão escolar, adulto e idoso com queixa de memória
  • Texto que descreve a testagem como investigação em sessões, sem nomear o diagnóstico suspeitado
  • Relatório mensal com investimento e contatos gerados

Não faz parte

  • A verba paga às plataformas
  • Antecipar, sugerir ou descartar diagnóstico pelo canal do anúncio
  • Depoimento de paciente ou de familiar sobre o resultado da investigação
  • Uso do rótulo de especialista em neuropsicologia sem o título registrado

Quando não faz sentido contratar

  • Se a agenda de testagem já está fechada pelas próximas semanas, o contato chega dentro de uma janela que vai ter passado quando houver vaga — e quem não consegue marcar costuma voltar ao médico e sair de lá com outro nome.
  • Se o consultório investiga só uma faixa etária, a campanha aberta traz muito filho de idoso com queixa de memória, que é o contato que mais liga e o que menos pode ser atendido.
  • Se o título de especialista ainda não está registrado, a campanha não pode se apoiar na palavra que traz o clique, e o custo por contato sobe — é uma conta que precisa estar feita antes de começar, não depois.
Perguntas frequentes

Dúvidas sobre gestão de tráfego pago para neuropsicólogos.

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O valor depende do mercado, do público, da região, do objetivo e da capacidade de atendimento da empresa. A recomendação será discutida durante o planejamento, sem promessa de resultado específico.

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